Eu comunico, tu comunicas, nós não comunicamos

Eu comunico, tu comunicas, nós não comunicamos

comunicação eficaz

Comunicar é fácil. De forma eficaz, não tanto. Todos os dias comunicamos, mas nem sempre nos fazemos entender. Julgamo-nos bastante claros, mas a verdade é que devemos comunicar tendo em conta que, à partida, o que exprimimos pode não corresponder ao que pretendemos transmitir.

É comum em qualquer um de nós e é comum em qualquer tentativa de comunicação (seja verbal, não verbal, escrita ou oral). Falhas de comunicação existem constantemente e não significa que seja culpa de quem não nos entende ou de quem interpreta algo diferente do que pretendemos exprimir. Muitas vezes, o problema está em acharmo-nos tão claros na  mensagem que desejamos transmitir, que não admitimos espaço para quaisquer dúvidas na descodificação da mesma. Sobrevalorizamos as nossas capacidades de comunicar eficazmente e subestimamos as capacidades do outro em descodificar “uma simples e óbvia mensagem”.

comunicação eficaz e eficiente

Por exemplo, se eu refiro a palavra “árvore” e estiver a pensar num pinheiro, nada impede a outra pessoa de visualizar uma palmeira, uma macieira ou qualquer outro tipo de árvore. Na verdade, nada na palavra “árvore” leva a crer que a outra pessoa entenda que me refiro a um pinheiro. Se isto pode acontecer com uma palavra, o que pode acontecer com frases completas? Com discursos?

Cada pessoa interpreta o que se lhe é dito à sua maneira, tendo em conta as suas próprias experiências, cultura, vivências, etc. Não podemos partir do princípio que o que dizemos é óbvio quando o que é óbvio para nós poderá ser óbvio – num outro sentido – para uma outra pessoa. Por isso, comunicar, simplesmente, pode ser fácil. Mas comunicar eficazmente e de forma eficiente não o é. Esta é uma das razões pela qual, ao transmitirmos uma mensagem a alguém, devemos ter em conta a quem nos dirigimos, o que o outro poderá descodificar e o que poderá nem entender. Devemos colocar-nos no lugar do outro e apostar na simplicidade, na objetividade e na clareza do que pretendemos que seja rececionado, de forma a que a mensagem transmitida corresponda à descodificada.

Já imaginaram as discussões que se originam com base em desentendimentos? Quão mais fácil seria se todos parássemos para pensar no que (e como o) vamos transmitir?

Testem…

T.

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